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Gravidez - Primeiro Trimestre...

  • Pâmela Prux
  • 28 de out. de 2014
  • 8 min de leitura

Oi gente!

Hoje vou falar sobre os trimestres da gestação, começando pelo primeiro claro!! (Rsrs)

Muitas amigas me perguntam o que a mulher sente nos primeiros meses e se em todas as gestações os sintomas são os mesmos.

Olha, se todas as mulheres sentem as mesmas coisas não posso afirmar, mas que cada gestação tem suas peculiaridades afirmo com conhecimento de causa!!

Minhas 4 gestações foram totalmente diferentes uma da outra!!

Na primeira, quando ganhei o André Mateus, o enjoo quase me matou nos 4 primeiros meses, perdi 3 kg e a barriga só começou a aparecer de fato com quase 5 meses.

Na segunda não senti absolutamente nada nos 2 primeiros meses, nem sabia que estava grávida pra ser bem sincera, até menstruei! Devo ter tido algum sangramento e considerei como menstruação porque não sabia que estava grávida...hehehe...mas comecei a sentir umas dores estranhas e quando fiz a ultra tava lá o João Cézar, praticamente todo formadinho já.

E a partir da hora que soube que estava grávida até ir pra maternidade a azia me acompanhou...

Na terceira gestação minha vida mudou totalmente, foi quando decidi vir para o Nordeste e recomeçar...emocionalmente foi uma gravidez muito turbulenta, mas em compensação foi quando me alimentei melhor, ganhei pouco peso e o bebê (Bruno Henrique) nasceu super gordinho, com 3,2 kg (o André e o João nasceram muito pequenos, com 2,6kg e 2,5kg respectivamente).

Já na 4ª (e última!!) me senti muito mal. Tinha muito sono e pouca disposição, senti muitas cólicas e dores no "pé da barriga", tive também um descolamento de placenta meio grave, tive que ficar bastante de repouso e depois do 4° mês mais ou menos a azia me pegou de novo. Dizem que quando a mãe toma leite de magnésia durante a gestação o bebê nasce com a pele limpinha, se isso é verdade não sei (vou procurar saber), mas o Guilherme nasceu realmente todo branquinho e limpinho, sem aquelas brotoejas esquisitas e permaneceu assim...

Sempre procurei tomar direitinho tudo o que minhas médicas recomendavam, fazer o repouso necessário, tomar muuuuuita água, sucos de fruta, me alimentar corretamente (pelo menos enquanto tinha outro serzinho dentro de mim que precisava de bons nutrientes!), quem me conhece sabe que gosto bastante de comer...comer principalmente o que não é muito saudável tipo massas e doces... =/

Para não ficarmos somente falando das minhas experiências busquei algumas informações extras pra vocês.

Os cuidados necessários no primeiro trimestre de gravidez:

Se você está grávida ou planeja ter um bebê em breve, é hora de tomar alguns cuidados extras, e colocar em prática aquele velho plano de cultivar hábitos mais saudáveis de vida:

  • Suspenda o uso de analgésicos e antitérmicos. Só use remédios recomendados pelo obstetra;

  • Diante do menor atraso menstrual, asmáticas, diabéticas, hipertensas e portadoras de problemas vasculares precisam substituir ou regular as doses dos medicamentos que usam no controle dessas doenças;

  • Cremes dermatológicos que contenham ácido retinóico na fórmula não podem ser empregados, pois causam malformações. Evite também a exposição desnecessária a raio X;

  • Fumantes precisam abandonar o vício ou, pelo menos, reduzir o consumo para até quatro cigarros diários. Bebidas alcoólicas e outras drogas devem ser igualmente descartadas. O alerta vale também para o futuro papai;

  • Elimine ou diminua significativamente o consumo de cafeína, presente no café, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolates;

  • Se você é adepta de atividades físicas de alto impacto, converse com o obstetra sobre a conveniência de diminuir o ritmo nesse primeiro trimestre;

  • Previna-se contra a toxoplasmose. Não coma carnes cruas ou malpassadas e lave muito bem frutas e verduras. Use luvas sempre que manusear carnes cruas ou mexer na terra. Se tem gato, peça a outra pessoa para limpar a caixinha de areia do bichano.

Alimentação e suplementação na gravidez:

Certas carências nutricionais da mãe podem comprometer o desenvolvimento do bebê e esta precisa estar particularmente atenta à desnutrição subclínica. Mesmo sem nenhum sintoma aparente, as mulheres portadoras dessa condição apresentam déficit de nutrientes e, por isso, o organismo delas não consegue suprir as necessidades do feto. Além da indispensável suplementação de ácido fólico no primeiro trimestre, segue abaixo uma lista do que não pode faltar de jeito nenhum numa gestação saudável:

  • Ácido fólico: Evita a ocorrência de DFTN (defeito no fechamento do tubo neural do bebê), que pode resultar em problemas graves, como a anencefalia e espinha bífida.​ Onde encontrar: espinafre, feijão-branco,brócolis, laranja,repolho branco, fígado bovino,abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio.

  • Vitaminas do complexo B: Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê. Onde encontrar: fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais. Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê.

  • Vitamina B6: Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão. Onde encontrar: fígado e carne bovina, cereais integrais e banana. Leite e derivados. Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão.

  • Cálcio: Regula os hormônios do bebê e garante a boa formação óssea. É chave para a composição do sangue. Sua carência leva à anemia e predispõe à geração de bebês de baixo peso e à ocorrência de hemorragias e infecções no parto. Onde encontrar: carnes e grãos em geral, vegetais verde-escuros.

  • Ferro e zinco: Garantem o crescimento normal do feto e é importante na formação das células. No primeiro trimestre de gestação previne o cretinismo, que causa retardo mental no bebê. Mas deve ser consumido com moderação. Onde encontrar: fígado, carnes e leite.

  • Iodo: O excesso de iodo agrava inchaços e faz subir a pressão arterial. Onde encontrar: sal iodado, frutos do mar e peixes de água salgada.

  • Fibras: Ativam o funcionamento intestinal da mãe, que estará prejudicado por causa dos hormônios da gravidez.​ Onde encontrar: verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz.

Mudando de Assunto...

Agora vamos falar um pouquinho dos exames a serem realizados nesse período ok? Não se assuste, a lista é enorme mesmo! Mas tudo pra garantir que seu organismo está apto para esta tarefa tão delicada...

Os listados abaixo são os obrigatórios e recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Há ainda outros que podem ser indicados em casos específicos de cada gestação ok?

  • Glicemia de jejum: usado para o diagnóstico do diabetes gestacional.

  • Hemograma completo: verifica sinais indiretos de infecção, de anemia ou alterações nas plaquetas, importantes na coagulação.

  • Urina 1 e Urocultura: verifica se a mulher tem alguma infecção urinária, sem sintomas aparentes. Quando não tratada, pode levar ao trabalho de parto prematuro. O exame deve ser feito pelo menos uma vez a cada trimestre.

  • Sorologias para agentes infecciosos: identifica o contato da gestante com micro-organismos causadores de doenças, que podem interferir no desenvolver saudável da gestação.

  • Sífilis: doença sexualmente transmissível. Se não for tratada, a sífilis pode passar para o bebê pela placenta, podendo causar malformações até a perda da gravidez.

  • HIV: quando a doença é tratada corretamente durante a gestação e os cuidados necessários são feitos na hora do parto, reduz-se muito as chances de o bebê ser contaminado pelo vírus.

  • Hepatite B e C: caso a pesquisa na mãe for positiva, pode-se medicar o recém-nascido, reduzindo o risco de contaminação. Se o bebê é atingido, terá ao longo da vida 40% de chance de desenvolver câncer de fígado e 40% de cirrose hepática.

  • Tipagem sanguínea: demonstra o grupo sanguíneo e o fator Rh da grávida. Se a gestante for Rh negativo e o pai Rh positivo, ela precisa ser medicada com a imunoglobulina na 28ª semana da gravidez e nas primeiras 72 horas após o parto, caso o bebê seja Rh positivo. Assim, previne-se a produção de anticorpos contra as hemácias, protegendo a gravidez atual e as futuras. Atualmente, é possível determinar o fator Rh do feto por meio da técnica de PCR em tempo real, já a partir da 8ª semana de gestação, coletando-se uma amostra de sangue periférico materno, de maneira segura, sem risco para a gestação. Esta informação conseguida pelo exame da genotipagem RHD fetal irá determinar o uso ou não da imunoglobulina no início do terceiro trimestre ou em caso de sangramento antes desse período.

  • Toxoplasmose: o Toxoplasma gondii pode passar pela placenta e ter ou não consequências para o bebê. Para minimizar os efeitos da infecção, medica-se a gestante contaminada. No caso de o exame ser negativo, aconselha-se a repetição a cada três meses, além dos cuidados de dieta e higiene, principalmente quando se possui animais domésticos.

  • Rubéola: embora em geral inofensiva para a mulher, a rubéola pode causar malformações cardíacas, oculares e cerebrais no feto. Quando contraída durante a gravidez, pode provocar o parto prematuro e aborto.

  • Citomegalovírus: se o vírus passar para o feto, pode causar problemas, como baixo peso, microcefalia, icterícia, além de ser a principal causa de surdez congênita.

  • Citologia oncótica (Papanicolau): faz o rastreio do câncer de colo uterino, além de identificar infecções vaginais que podem comprometer o bom desenvolvimento da gravidez.

  • Ultrassonografia endovaginal ou transvaginal: confirma a presença, a quantidade de embriões, o tempo de gravidez, como também a frequência cardíaca do feto.

  • Ultrassonografia Morfológica do Primeiro Trimestre: avalia a anatomia do bebê, além de realizar algumas medidas importantes, como a da translucência nucal e osso nasal. O objetivo é o diagnóstico de malformações, assim como avaliar o risco de o bebê ter doenças genéticas, em especial a Síndrome de Down. A combinação de testes sanguíneos bioquímicos (PAPP-A e free-beta -HCG livre) aos exames ultrassonográficos permite uma sensibilidade de até 97% para o diagnóstico da Síndrome de Down, quando realizado entre a 11ª e a 13a semanas de gestação.

Para quem quiser saber mais no link abaixo vocês vão encontrar mais exames, inclusive os específicos, foi o mais completo que achei:

Tá...tudo bem...falei de tudo relativo à mãe...ok...mas e o bebê???

A explicação que segue abaixo foi a mais simples e fácil de entender que encontrei na net, sem muitos blá blá blás técnicos:

1 semana – Uma vez no útero, o embrião em desenvolvimento chamado blastocito, procura por um bom local para se implantar, debaixo da superfície do útero. O saco vitelino, que se mostra à esquerda (da página anterior), produz células sanguíneas durante as primeiras semanas de vida. A criança não-nascida tem menos de 0,2 mm de comprimento mas, está a desenvolver-se rapidamente. A coluna vertebral, a espinal medula e o sistema nervoso estão a formar-se. Os rins, o fígado e os intestinos estão a tomar forma.

2 semanas – O embrião produz hormonas que fazem cessar o ciclo menstrual da mãe.

3 semanas – O embrião tem o tamanho de uma passa. No vigésimo-primeiro dia (21), o coração minúsculo do embrião começou a bater. O tubo neural alarga-se em três partes, em breve tornando-se um cérebro muito complexo. A placenta começa a funcionar. A espinha e a espinal medula crescem mais rapidamente que o resto do corpo, nesta fase, e dão a aparência de uma cauda. Isto desaparece à medida que a criança cresce.

5 semanas – São visíveis traços faciais, incluindo a boca e a língua. Os olhos têm retina e lentes. O principal sistema muscular está desenvolvido e a criança não-nascida pratica o movimento. A criança tem o seu próprio tipo de sangue, distinto do da mãe. Estas células sanguíneas são agora produzidas pelo fígado em vez do saco vitelino.

6 semanas – A criança não-nascida, chamada feto, nesta fase, tem cerca de 9-14 mm de comprimento. A pessoa minúscula está protegida pelo saco amniótico, cheio de líquido. Lá dentro, a criança nada e move-se graciosamente. Os braços e as pernas aumentaram de comprimento e podem ver-se os dedos. Os dedos dos pés vão desenvolver-se nos próximos dias. Podem medir-se as ondas cerebrais.

8 semanas – O coração está quase completamente desenvolvido e parece-se muitíssimo com o do bébé recém-nascido. Uma entrada no átrio do coração e a presença de uma válvula de circulação desvia grande parte do sangue dos pulmões, dado que o sangue da criança é oxigenado através da placenta. Vinte minúsculos dentes de leite estão a formar-se na mandíbula.

10 semanas – As cordas vocais estão completas e a criança pode (e fá-lo muitas vezes, diga-se a verdade!) chorar (silenciosamente). O cérebro está completamente formado e a criança pode sentir dor. O feto pode até chuchar o seu polegar. As pálpebras cobrem agora os olhos e manter-se-ão fechadas até ao sétimo mês para proteger as delicadas fibras nervosas ópticas.

12 semanas – Os músculos aumentam de comprimento e tornam-se organizados. A mãe começará a sentir, em breve, os primeiros batimentos da criança não-nascida, pontapeando e movendo-se dentro da sua barriga.

13 semanas – O feto tem o sentido do gosto de um adulto e é capaz de saborear as refeições da mãe.

Fonte: http://vida.aaldeia.net/primeiro-trimestre/

Apesar de ter sido um pouco extenso espero que tenham gostado, o assunto é longo mesmo e cheio de detalhes e se tiverem alguma dúvida ou quiserem saber mais é só comentar que eu faço um novo post certo?

Beijinhos!! ♥♥♥♥

 
 
 

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